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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Cresce o hábito da leitura


A criança e o adolescente brasileiros estão lendo mais. Esse foi o diagnóstico traçado na quarta-feira (8) no 2.º Encontro Nacional do Varejo do Livro Infantil e Juvenil, realizado dentro do 13.º Salão Nacional do Livro Infantil e Juvenil, no Rio de Janeiro. De acordo com pesquisa divulgada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), do total de 12 mil títulos novos lançados no país em 2010, cerca de 2,5 mil foram direcionados a crianças e adolescentes. “A própria produção é uma comprovação de que as nossas crianças e jovens estão lendo mais”, afirmou à Agência Brasil a diretora da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, Ísis Valéria Gomes.

terça-feira, 19 de julho de 2011

As histórias de Eva Furnari


Eva Furnari, autora e ilustradora de livros para crianças, fala sobre literatura e criatividade.

sábado, 16 de julho de 2011

Crianças se deslumbram com o mundo da literatura na Flipinha, no Rio


Até os menores, que não sabem ler, se distraem com os livros. A Flipinha, em Paraty, tem programação o dia todo, que inclui rodas de leituras para as crianças.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Leitura é uma boa opção de diversão para as crianças nas férias

Os pais devem estimular essa prática nas crianças. Em Caruaru, algumas escolas também ajudam nesse incentivo

Reprodução / TV Globo

Em julho, mês de férias, é comum as crianças ficarem em casa à procura de atividades para passar o tempo. Uma opção é a leitura (fotos 1 e 2) e os pais podem e devem incentivar esse hábito. Em Caruaru, no Agreste, algumas escolas também ajudam nesse estímulo.

Mesmo no período de férias, algumas crianças costumam separar um tempo para ler e ampliar os conhecimentos. Entre um livro e outro, está a vontade de compreender melhor o mundo. “Ele me influencia muito na linguagem e na escrita. Eu gosto muito de ler aventuras”, diz a estudante Ana Luiza Tiburtino.

Pensando em estimular a leitura nessa época em que os estudantes estão mais distantes do colégio que uma escola particular de Caruaru propôs um projeto de leitura não só na unidade, mas também em casa, com o incentivo da família.

“Quando os pais fazem as leituras com as crianças e discutem com elas, preenchem uma ficha, mostrando para a coordenação da escola quais foram as reações das crianças após a leitura”, afirma o coordenador pedagógico Roberto Peixoto.

O contato inicial com os livros deve ser ainda nos primeiros anos de vida. Segundo a psicóloga Paula Magalhães, os pais podem fazer essa aproximação com os livros promovendo a leitura coletiva. “Em primeiro lugar, devem dar o exemplo. Para que o filho leia, é importante que o pai e a mãe tenham o hábito de ler e tenham livros em casa para que estimulem as crianças de certa forma”, diz.

A pedagoga Juliana Pontes é mãe de Pedro Gabriel (foto 3), de apenas três anos de idade. A criança ainda está no maternal e ainda não sabe ler, mas a mãe ajuda. “A gente lendo para ele vai fazer com que ele desenvolva a vontade de ler quando estiver na idade”, conta.

A primeira leitura para quem tem essa idade é a escuta, que seria um ensaio para a vida adulta. “Desde que a criança é bebezinho, a gente já vê livros no mercado com encadernação de plástico, que já serviria como um primeiro brinquedo para a criança”, afirma Paula Magalhães.

O estudante Cauã Yuri, de 7 anos, sabe ler e enumera as vantagens disso. “A gente aprende mais e lê para a mãe e para o pai”, diz. Quem também adotou a leitura como passatempo foi a estudante Giovana Sofia, de 6 anos. “Eu gosto de ler historinha, livro e tudo o que vejo na rua”, conta.



Fonte:  http://pe360graus.globo.com/diversao/diversao/ferias/2011/07/09/NWS,535885,2,305,DIVERSAO,884-LEITURA-BOA-OPCAO-DIVERSAO-CRIANCAS-FERIAS.aspx

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Hábito da leitura cresce entre crianças e jovens brasileiros

Esperança
As crianças e os adolescentes brasileiros estão lendo mais.
O diagnóstico foi revelado durante o 13ª Salão Nacional do Livro Infantil e Juvenil, no Rio de Janeiro.
De acordo com pesquisa divulgada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), do total de 12 mil títulos novos lançados no país em 2010, cerca de 2,5 mil foram direcionados a crianças e adolescentes.
"A própria produção é uma comprovação de que as nossas crianças e jovens estão lendo mais", disse Ísis Valéria Gomes, diretora da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).


Literatura infanto-juvenil
O presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL), Ednilson Xavier, disse que a parte destinada à literatura infanto-juvenil já representa cerca de 15% do faturamento das lojas.
Levantamento feito em 455 livrarias de todo país mostra que as vendas do setor cresceram 9,6% em 2010 em relação ao ano anterior, refletindo a expansão da economia nacional. Ele ressaltou que a área infanto-juvenil lidera o ranking em termos de crescimento de vendas no ano passado.
Para Xavier, a tendência é que o hábito da leitura do público infanto-juvenil seja crescente. "Não tenha dúvida. Há, nesse aspecto, a constatação do mercado editorial de que os livros nessa área, a cada ano, se tornam mais atrativos".
A ANL está elaborando pesquisa sobre o livro no orçamento familiar, que será divulgada em agosto, durante a 21ª Convenção Nacional das Livrarias.


Hábito da leitura
Na opinião de Ísis Valéria Gomes, o hábito da leitura é fundamental não só para ampliar o conhecimento mas, inclusive, para a formação da cidadania. "A criança que começa a ler desde pequena segue lendo depois. Não existe postura cidadã sem que você seja um leitor".
Segundo ela, a criança e o jovem brasileiros são penalizados em função do analfabetismo funcional, que exclui as pessoas do conhecimento. "Mas, entre as crianças que leem, a leitura vem aumentando muito. E o consumo [de livros] também, inclusive entre os adolescentes".


Livros eletrônicos
A diretora da FLNIJ observou que o governo federal já desonerou impostos sobre os livros eletrônicos (e-book).
Ela avaliou, porém, que, para que o livro digital chegue às camadas da população de menor poder aquisitivo, são necessárias novas ações, uma vez que esses livros são ainda muito caros, custam cerca de R$ 1,8 mil.
Ela disse, também, que é preciso garantir a qualidade dos textos impressos oferecidos ao público infanto-juvenil. "Isso é alguma coisa que precisa ser vigiada, do ponto de vista de se oferecer coisa boa aos adolescentes e às crianças".
A experiência da Fundação German Sanchez Ruiperez, de Salamanca, na Espanha, foi apresentada durante o encontro nacional de livreiros. A instituição aposta na alfabetização digital para crianças a partir de cinco anos de idade, onde os menores convivem com o aprendizado simultâneo no computador e no livro impresso.


Com informações da Agência Brasil e http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=habito-leitura-entre-criancas-adolescentes&id=6592&nl=nlds

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Hábito pela leitura deve ser estimulado desde cedo nas crianças

Pesquisas do mundo todo mostram que a criança que lê e tem contato com a literatura desde cedo, principalmente se for com o acompanhamento dos pais, é beneficiada em diversos sentidos: ela aprende melhor, pronuncia melhor as palavras e se comunica melhor de forma geral. “Por meio da leitura, a criança desenvolve a criatividade, a imaginação e adquire cultura, conhecimentos e valores”, diz Márcia Tim, professora de literatura do Colégio Augusto Laranja, de São Paulo (SP).


A leitura frequente ajuda a criar familiaridade com o mundo da escrita. A proximidade com o mundo da escrita, por sua vez, facilita a alfabetização e ajuda em todas as disciplinas, já que o principal suporte para o aprendizado na escola é o livro didático. Ler também é importante porque ajuda a fixar a grafia correta das palavras.


Quem é acostumado à leitura desde bebezinho se torna muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para a vida. Isso quer dizer que o contato com os livros pode mudar o futuro dos seus filhos. Parece exagero? Nos Estados Unidos, por exemplo, a Fundação Nacional de Leitura Infantil (National Children’s Reading Foundation) garante que, para a criança de 0 a 5 anos, cada ano ouvindo historinhas e folheando livros equivale a 50 mil dólares a mais na sua futura renda.


Então, o que está esperando? Veja as recomendações dos educadores abaixo e estimule seu filho a embarcar na aventura que só o bom leitor conhece.


Quais são os benefícios da leitura?


Segundo o Ministério da Educação (MEC) e outros órgãos ligados à Educação, a leitura:
- Desenvolve o repertório: ler é um ato valioso para o nosso desenvolvimento pessoal e profissional. É uma forma de ter acesso às informações e, com elas, buscar melhorias para você e para o mundo.


- Liga o senso crítico na tomada: livros, inclusive os romances, nos ajudam a entender o mundo e nós mesmos.


- Amplia o nosso conhecimento geral: além de ser envolvente, a leitura expande nossas referências e nossa capacidade de comunicação.


- Aumenta o vocabulário: graças aos livros, descobrimos novas palavras e novos usos para as que já conhecemos


- Estimula a criatividade: ler é fundamental para soltar a imaginação. Por meio dos livros, criamos lugares, personagens, histórias…


- Emociona e causa impacto: quem já se sentiu triste (ou feliz) ao fim de um romance sabe o poder que um bom livro tem.


- Muda sua vida: quem lê desde cedo está muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para a vida.


- Facilita a escrita: ler é um hábito que se reflete no domínio da escrita. Ou seja, quem lê mais escreve melhor.


Quando começar a ler para meu filho?


O quanto antes. As pesquisas mostram que quem começa a ler cedo tem mais chances de se tornar um leitor assíduo. Mostram também que o contato com narrativas melhora o futuro desempenho da criança. Por isso, leia – ou conte as histórias que você conhece – para seu filho desde bebê. É importante usar a entonação e a emoção!


Como incentivar meu filho a ler?


Pequenos passos, como deixar os livros ao alcance das mãos e ler pelo menos 20 minutos por dia, fazem toda a diferença. Algumas dicas práticas:


- Dê o exemplo e leia você também. É bom para você e excelente para seu filho, que seguirá seu modelo naturalmente.


- Deixe os livros à mão para ele folhear e inventar histórias. Livros têm de ser vividos, usados, não podem parecer objetos sagrados.


- Reserve um horário para a leitura e transforme em um momento de prazer. Aconchegue-se com seu filho, leia para ele, mostrando as palavras. Quando ele crescer, ajude-o na leitura.


- Frequente livrarias e bibliotecas. Dê livros, gibis ou revistas de presente.


- Comente sempre o livro com ele. Incentive-o a falar da história e contá-la para outras pessoas.


- Empreste livros para os amiguinhos dele. Estimule a troca e as conversas.


- Estimule atividades que usem a leitura – jogos, receitas, mapas


Como escolher um livro para meu filho?


Livros com temas atraentes e linguagem adequada para cada idade são garantia de diversão. “Para conquistar os pequenos leitores, é preciso recomendar livros pelos quais eles se interessem. Tomando o cuidado, claro, de escolher obras que proponham algum tipo de reflexão e que sejam bem escritas”, diz Ana Elvira Casadei Iorio, professora do Colégio São Luís, de São Paulo (SP).


Por que é importante que eu leia para o meu filho?


Antes de mais nada, porque isso vai estreitar o vínculo familiar… Afinal, trata-se de uma experiência compartilhada. Lendo, você ri e se emociona, mostra à criança seu lado humano e capta os sentimentos dela. Quem não se lembra da cena do filme “ET – O Extraterrestre” em que a mãe lê “Peter Pan”, clássico de James M. Barrie, para a pequena Drew Barrymore: “Se você acredita em fadas, bata palmas!”. E as duas batem palmas animadamente. Só Spielberg para mostrar tão bem esse momento de intimidade e alegria em família.


Quanto tempo eu devo ler para meu filho?


Nos Estados Unidos, são muitas as campanhas pró-leitura. Uma delas, da Fundação Nacional de Leitura Infantil (National Children’s Reading Foundation, www.readingfoundation.org), que reúne instituições voltadas à disseminação da leitura, tem um slogan que diz muito em poucas palavras: “Leia com uma criança. São os 20 minutos mais importantes de seu dia”. Ou seja, não é preciso ler por muito tempo, mas é importante inserir a leitura na rotina da criança e da família.


Como deve ser a leitura para crianças pré-alfabéticas?


Compartilhar uma história já é uma forma de leitura. “O fato de a criança ainda não saber ler convencionalmente não significa que não possa presenciar das mais variadas situações de leitura”, explica Clélia Cortez, coordenadora pedagógica do Colégio Vera Cruz, em São Paulo (SP). Nesta situação, o adulto é um mediador entre a criança e o livro, ou seja, é ele quem lê para ela, de preferência com entonação e emoção. “Neste momento, o que interessa é o prazer pela leitura e o afeto que envolve o momento”, reforça Clélia Cortez.


Muitos dos livros para crianças em fase de pré-alfabetização são verdadeiros brinquedos. Coloridos e dobráveis, eles são muito lúdicos, o que estimula o gosto pelos livros. “Desde pequenas, as crianças devem se sentir motivadas a ler. Elas precisam perceber a leitura como um desafio interessante e prazeroso”, completa Clélia Cortez.


Como escolher um livro para crianças?


É importante atentar para a adequação entre a idade da criança e a faixa etária indicada no próprio livro. Indicações de parentes, amigos e principalmente, educadores, ajudam – e muito. É válido considerar também os temas que interessam mais aos pequenos leitores. Outro aspecto fundamental é apresentar às crianças narrativas simples, porém ricas – afinal os textos precisam ter vocabulário acessível, mas não podem subestimar o pequeno leitor. “Embora possa ser menor, a narrativa tem uma riqueza na construção da linguagem, até porque as crianças dessa idade estão em processo de construção da oralidade e precisam ter boas referências. A linguagem está relacionada com o pensamento, por isso a importância de oferecer ricas narrativas”, diz Clélia Cortez, coordenadora pedagógica do Colégio Vera Cruz, em São Paulo (SP).


Como escolher um livro para adolescentes?


Para os mais velhos, vale a pluralidade de gêneros literários e finalidades – livros para divertir, para imaginar, para conhecer outras culturas, para estudar; livros que abordem valores e boas atitudes, que tenham personagens com os quais eles se identifiquem. O principal é, de novo, que tragam boas referências. “É nessa fase que os alunos estão começando a produzir seus próprios textos”, diz a Lara Pecora Polazzo, professora do Colégio Santa Maria, de São Paulo (SP).


A leitura ajuda a aumentar o vocabulário?


Sim, a leitura ajuda a aumentar o vocabulário, pois familiariza a criança com a palavra escrita e, de quebra, ajuda a fixar a grafia correta das palavras e a construção harmônica das frases. Textos com estrutura de repetição costumam ser muito apreciados pelas crianças. São fáceis de memorizar e ainda possibilitam a identificação das palavras repetidas, o que é importante para a alfabetização. Ao acompanhar a leitura das palavras de um livro, a criança, mesmo que ainda não seja alfabetizada, vai sendo introduzida no mundo das letras.


Como diferenciar um livro ruim de um bom?


Em tese, toda leitura é bem-vinda. Ter contato com obras de diferentes estilos é fundamental. “Livros para divertir, para imaginar, para conhecer outras culturas, para estudar; livros que abordem valores e boas atitudes, que tenham personagens com os quais as crianças se identifiquem”, afirma Lara Pecora Polazzo, professora do Colégio Santa Maria, de São Paulo (SP). Por isso, não há problemas em ler com interesse – compulsão, até – best-sellers como Crepúsculo ou Harry Potter. Mas os pais têm obrigação de intermediar o contato do filho com outras experiências literárias. “A orientação de um leitor mais experiente é muito importante”, diz Neusa Sallai, professora do Colégio Rio Branco, de São Paulo (SP).


É importante que eu mesmo leia?


Sim, pois o hábito da leitura é contagiante. Se os pais, volta e meia, ficam quietinhos, mergulhados num bom livro, a criança com certeza receberá a mensagem: ler é gostoso. Por isso, dê o bom exemplo. A pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, publicada pelo Instituto Pró-Livro em 2009, indica que, 55% dos entrevistados que não lêem nunca viram os pais lendo e 86% nunca foram presenteados com livros na infância. Precisamos mudar isso!


Quer que seu filho leia mais? Então faça o mesmo e comece a substituir alguns momentos em frente à TV pela leitura.


Sempre que estiver lendo um jornal, chame seu filho para ver algo interessante que você encontrou. Pode ser uma tirinha engraçada, uma imagem ou uma notícia do interesse dele.


Não sabe que programas fazer com as crianças? Frequente livrarias. Deixe seus filhos folhearem os livros, leia histórias para eles e, quando possível, leve algum para casa. E, mesmo que você possa, não compre muitos num só dia. Procure manter o hábito de voltar lá outras vezes e levar um por vez.


Quantos livros meu filho deve ler por ano?


Segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL), cada brasileiro lê pouco mais de dois livros por ano. Na Inglaterra, que tem um dos melhores sistemas de ensino do mundo, a média chega a cinco livros anuais. Que tal acompanhar o ritmo dos ingleses ou, até mesmo, superá-lo?


Eu não tenho dinheiro para comprar livros. O que faço?


Para quem não compra livros porque são caros, é hora de abandonar a desculpa: a maioria dos brasileiros não precisa, necessariamente, gastar aos montes nas livrarias. Segundo dados do IBGE, 85% dos nossos municípios possuem bibliotecas públicas e bem equipadas! Acostume-se a frequentá-las com o seu filho e mostre quanta coisa interessante ele pode descobrir com os livros.


Fonte: Site Educar para Crescer (Via http://www.blogeducacao.org.br/habito-pela-leitura-deve-ser-estimulado-desde-cedo-nas-criancas/ )

terça-feira, 21 de junho de 2011

Livros infantis de acordo com idade e personalidade

Livros infantis específicos para faixa etária e comportamental de crianças e pré-adolescentes…. Essa é a sugestão* do Portal MdeMulher, que na seção Família dá algumas dicas de exemplares da literatura infantil bastante apropriados para cada tipo de criança.


Eu gostei das dicas logo de início porque o primeiro livro indicado era O Menino que chovia, de Cláudio Thebas, obra muito indicada para crianças manhosas que adoram fazer uma birra e teimar com seus pais, avós e babás. Um livro gostoso e que de repente pode ajudar a trabalhar o emocional e desenvolver a compreensão do pequeno leitor sobre si mesmo.

Nós. Aqui em casa nossos livros do momento são: Até as princesas soltam pum (uma desmistificação das princesas brincando com suas possíveis flatulências), de Ilan Brehman; Pé com Pé cantigas de roda (que traz parlendas, letras de músicas e um pouco de informação sobre a raiz das cantigas de roda que mais cantamos); A banda do Barney (que não tem história, mas oferece sons musicais e vem com as letras para arriscarmos cantar junto), Toy Story 1 (livro original em inglês que resume a história do primeiro encontro e adaptação de Andy, Buzz e Woody) e por fim, O Pequeno Príncipe (a clássica história de Sant Exupery). Revezamos os livros nas leituras antes de dormir e/ou no meio das brincadeiras e quando o CJ enjoa a gente altera a vez em nossa pequena mas promissora biblioteca :)

Interessou? Mais sobre o filho medroso*, filho triste*, filho imaturo*, filho inseguro*, separados por faixa etária e com ilustrações. Fica a dica!

Se seu filho é… Birrento

Ele faz um escândalo quando se vê contrariado? Dê um basta ao temporal!
Leia O Menino que Chovia, de Cláudio Thebas, ed. Companhia das Letrinhas, R$ 31
Por quê? De tanto trovejar, o personagem mimado da história inunda a casa e acaba provando à família que não adianta realizar todas as vontades dele. O melhor é ensiná-lo a lidar com a frustração e deixar o chororó só para os dias de mau humor.
Ele aprenderá a respeitar limites. Indicado para crianças de 3 a 5 anos.
*Lembrando que este post foi publicado originalmente no blogdati.com em 18 de março de 2010
Via  http://nossospequenosleitores.blogspot.com/2011/06/livros-infantis-de-acordo-com-idade-e.html

Livros que inspiram acessórios

A Estsy é uma megaloja virtual de produtos artesanais. Entre as milhares de ofertas há “lojinhas” como a The Black Spot Books que criam bijuterias baseadas em livros. Na verdade são mini-livros, feitos à mão, em couro e cobre, com acabamentos detalhados. Os quase 50 modelos deverão agradar quem curte livros, pulseiras, pingentes, brincos, anéis e assemelhados. Mas não se entusiasme pois são bem caros para os padrões brasileiros
Saiba mais na página da loja na ETSY ou no FACEBOOK

Fonte:  http://www.livrosepessoas.com/2011/06/20/books-bijoux/

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Presentear crianças com livros. Por que não?

“Um bom livro infantil é um livro que faz todos, adultos e crianças, pensarem. Mas o mais importante é que as crianças estejam sempre em contato com as obras. Quanto mais livros as crianças lerem, maior será a capacidade delas de escolha e de comparação”
Peter Hunt

livraria-da-vila-8
Em agosto li no Jornal O Globo uma pesquisa onde se perguntava:
- Como você estimula a leitura de seus filhos?

As respostas, cinco ao todo, foram escolhidas pelos 684 internautas na seguinte ordem: leva a bibliotecas e livrarias (30,41%), lê toda noite para ele (28,07%), deixa rolar (21,49%), desliga a TV (10,67%) e obriga a ler (9,37%).

Eu retiraria o último e acrescentaria um item: oferecer livros como presente aos seus filhos. E fazer deste presente algo que tenha um valor especial, tão especial quanto um brinquedo muito desejado, um presente que diverte e encanta. O único senão deste presente é que ele precisa da companhia de um adulto para ser realmente apreciado.

É que para as crianças o que conta é a presença de alguém para compartilhar. Tenho dois meninos em casa, mas como ninguém brinca com eles de carrinho, estes são peças de coleção aqui. Coleção mesmo, pois ficam guardadinhos, lindos, numa caixa organizadora de plástico transparente. Claro, eles ganham, afinal é presente de menino, mas meus filhos só lembram quando algum amiguinho vem visitá-los e quer brincar com as pistas de hot wheels.
Vejo que em alguns lares os livros é que ficam assim, lá no cantinho, esperando alguém lembrar deles para lhes dar vida. Por este motivo é que os especialistas indicam: propicie a seu filho um ambiente em que o mundo das letras esteja presente e que possa ser referência em suas descobertas.

Mas o que isto quer dizer? Segundo a orientadora educacional da pré-escola dos meus filhos, Silvia Tolosa, é mostrar que ler e escrever são atividades úteis e divertidas. Quando Enzo estava começando a escrever sozinho, aos cinco anos, ouvi numa reunião a recomendação de que o deixasse escrever a lista de compras do mercado (que eu nunca faço) e ler receitas enquanto eu as preparasse. Meio machista, eu sei, parece que mulher só lê estas coisas, mas eu tentei. A listinha está guardada até hoje e agora ele é quem transcreve as receitas legais para o caderno de receitas, que ficou “da família”. Por conta disto, ele ficou um tempo de olho em livros de culinária nas livrarias (descobriu o excelente Receitas de Herói que tem o Buzz Lightyear na capa, com similar feminino chamado Receitas de Princesas) e aprendeu sobre os grupos de alimentos, o que o fez mudar muito a alimentação e crescer a olhos vistos. Ponto para a leitura.

Os livros devem ser assim, uma experiência prática, ativa, prazeirosa. Para mim é muito mais fácil ler vários livros para meus meninos que brincar de carrinho, mas algumas pessoas me dizem que não gostam de ler, então como ensinar para os filhos o que não se faz? Pois é, se a leitura é necessária para formar um bom aluno, um futuro bom profissional, é preciso trabalhar com o desejo de ler, que deve vir antes do hábito de ler. É preciso escolher bons livros que tratem de assuntos que interessam à criança e ao mesmo tempo não sejam totamente maçantes para os pais, que serão os tutores deles neste aprendizado. Por exemplo, se gostam de dinossauro, que seja sobre os hábitos deles; se amam carrinhos, o começo pode ser até uma revista de tunning do pai. Sempre há um bom livro que trata de um tema do interesse da criança ou de algo que aproxima a leitura da sua vida cotidiana, como livros que contam dos medos . E sempre é possível aproveitar o imenso esforço feito pelas professoras, adquirindo o hábito de ler para as crianças as estorinhas que eles trazem na memória quando chegam da aula. Rever o que o Lobo fez aos três porquinhos e perceber como seu filho reage aos conselhos contidos no livro pode ser muito instrutivo para os pais, revelador, pois se uns querem ser heróis, outros preferem o vilão.

Os livros, mesmo os mais simples, têm o poder mágico de transmitir valores com diversão (claro, mais ainda se os pais conversarem, desmembrarem, re-contextualizarem a estorinha). Já pensaram no que seus filhos fariam se entrassem na história e pudessem ajudar João e Maria a derrotar a Bruxa? As Sobrinhas da Bruxa Onilda fazem isto e com elas as crianças descobrem um papel ativo diante do status quo.

Então que tal passar a incluir um livro bem legal na sua lista de presentes aos seus pequenos?
O escritor e ilustrador mineiro Ziraldo criou polêmica ao afirmar, em entrevista à revista Crescer, edição de abril de 2006, “E por esta razão que eu digo – para criar a questão – que ler é mais importante do que estudar. No currículo escolar devia ter uma matéria chamada ‘gostar de ler’.

P.S. Aqui vão algumas dicas que podem ajudar a ensinar a gostar de ler:
• Ofereça desde cedo um acervo de livros com textos e ilustrações – uma pequena biblioteca construída e organizada com seu filho.
• Visite livrarias, faça com que tenha contato com diferentes materiais.
• Disponibilize lápis de cera, blocos de desenho para os primeiros experimentos.
• Conte-lhe, ao menos, uma pequena história diariamente.
• Folheie livros, revistas, jornais na sua presença.
• Peça que lhe conte histórias, manuseando livros, mesmo que ele não saiba ler.
• Peça que registre as histórias contadas com desenhos, palavras, frases.
• Deixe que a observe realizando alguns de seus escritos, como suas listas de compras, por exemplo. Procure fazê-las na letra de forma.
Fonte:  http://www.samshiraishi.com/presentear-com-livros/

quinta-feira, 16 de junho de 2011

sábado, 11 de junho de 2011

Um livro para cada bebê: primeiros contatos


Livros e mais livros… Tenho me animado, cada dia mais, sobre a idéia de presentear bebês e crianças com livros (apropriados para sua faixa etária, claro). Tenho percebido que as crianças ao nosso redor estão dispostas a receber essa “oferta”, essa “oportunidade” de ganhar livros ao invés de brinquedos propriamente ditos, aprendendo a explorá-los e divertirem-se com eles. Para elas, um bom livro pode significar meses de descobertas e diversão.
Em outubro passado, na época do Dia das Crianças, lembro que sugeri alguns títulos divertidos através do post “Dicas de livros para crianças que ainda não amam livros” publicado no Blogdati. Nestes últimos dias, reli as dicas e resolvi insistir no tema. Mas agora esmiuçando-o melhor 
Para que você se organize sobre como escolher títulos, materiais, gênero ou número de páginas, por exemplo, na hora de optar por um livro como presente, aqui vão dicas por faixa etária, começando pelos bebês. Via Revista Pais e Filhose pitacos meus.
0 a 6 meses O melhor são os livros com pouco ou nenhum texto e imagens grandes, bem contrastantes e coloridas. Livros com bichinhos e espelhos também são recomendados. Lembre-se de falar bastante, porque o que conta nessa idade é o som da voz de quem narra, assim como o ritmo que você adota ao fazer a leitura e interação.
7 a 12 meses Os livros com poucos personagens ou objetos customizados funcionam melhor. Dê preferência aos que ilustram palavras do cotidiano do seu filho, que lhe proporcionem a sensação de familiaridade e pertencimento como “mamãe”, “papai”, “cachorro”, “mamá”, “leite”, “fralda”, “vovó”, “vovô”, “gato” e outras. Dê preferência às páginas mais grossas, acartonadas, que resistem a mordidas (roedores).
13 a 18 meses Agora você já pode experimentar ler livros com até duas sentenças por página. Interprete o que está lendo: se o livro for sobre animais, por exemplo, faça os barulhos característicos de cada bicho, isso prenderá a atenção do bebê e o ajudará a relacionar animal x som. Seu filho vai se divertir e repetirá o muuuuu da vaquinha e o béééééé da ovelhinha.
19 a 24 meses É a etapa da repetição exaustiva. Seu filho vai pedir que você leia aquele livro do gatinho umas 500 vezes, vai querer que você faça aquela voz engraçada até ficar rouco. E por mais que você se canse da história, deve atender, pois a criança cria laços com os personagens e com a história. Sua permanência na rotina dela ajudará em sua segurança e pode incentivar a continuidade da leitura. É também parte do aprendizado e uma técnica inconsciente de fixação de palavras novas ao vocabulário.
A partir de 2 anos As opções, para os pais, ficam mais amplas já que o mercado publi-editorial infanto-juvenil cresce em velocidade espantosa. Aproveite para passear por todos os tipos de livros (com abas, bichinhos, dobraduras, personagens destacáveis, pop-ups, texturas, etc). Os títulos com rimas também são excelentes, invista neles. Claro que seu filho ainda terá, por algum tempo, os preferidos, mas estará cada vez mais atento a novas palavras e expressões. E vê-lo se desenvolver intelectualmente é, talvez, a maior aventura de uma vida inteira.
Que tal experimentar?
Fecho ilustrando o post com estes vídeos muito fofos de bebês “lendo”, numa gostosa experiência com seus primeiros livrinhos. Serve como ilustração do quanto vale a pena presenteá-los e incentivá-los desde cedo com estas ferramentas do saber. Via Caminhando e contando e disponíveis no Youtube.

Fonte: http://nossospequenosleitores.blogspot.com/2011/06/um-livro-para-cada-bebe-primeiros.html / Clubedeautores

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Hábito da leitura cresce entre crianças e jovens brasileiros

A criança e o adolescente brasileiros estão lendo mais. Esse foi o diagnóstico traçado nesta quarta-feira no 2º Encontro Nacional do Varejo do Livro Infantil e Juvenil, realizado dentro do 13ª Salão Nacional do Livro Infantil e Juvenil, no Rio de Janeiro.

De acordo com pesquisa divulgada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), do total de 12 mil títulos novos lançados no país em 2010, cerca de 2,5 mil foram direcionados a crianças e adolescentes. “A própria produção é uma comprovação de que as nossas crianças e jovens estão lendo mais”, afirmou à Agência Brasil a diretora da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), Ísis Valéria Gomes.

O presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL), Ednilson Xavier, disse que a parte destinada à literatura infantojuvenil já representa cerca de 15% do faturamento das lojas. Levantamento feito em 455 livrarias de todo país mostra que as vendas do setor cresceram 9,6% em 2010 em relação ao ano anterior, refletindo a expansão da economia nacional. Ele ressaltou que a área infantojuvenil lidera o ranking em termos de crescimento de vendas no ano passado.

Para Xavier, a tendência é que o hábito da leitura do público infantojuvenil seja crescente. “Não tenha dúvida. Há, nesse aspecto, a constatação do mercado editorial de que os livros nessa área, a cada ano, se tornam mais atrativos”. A ANL está elaborando pesquisa sobre o livro no orçamento familiar, que será divulgada em agosto, durante a 21ª Convenção Nacional das Livrarias.

Na opinião de Ísis Valéria Gomes, o hábito da leitura é fundamental não só para ampliar o conhecimento mas, inclusive, para a formação da cidadania. “A criança que começa a ler desde pequena segue lendo depois. Não existe postura cidadã sem que você seja um leitor”.

Segundo ela, a criança e o jovem brasileiros são penalizados em função do analfabetismo funcional, que exclui as pessoas do conhecimento. “Mas, entre as crianças que leem, a leitura vem aumentando muito. E o consumo [de livros] também, inclusive entre os adolescentes”.

Durante o encontro, foi apresentada a experiência da primeira livraria virtual para livros digitais no país, a Gato Sabido, cuja média é de dez mil a 15 mil acessos diários para consultas. A diretora da FLNIJ observou que o governo federal já desonerou impostos sobre os livros eletrônicos (e-book). Avaliou, porém, que para que o livro digital chegue às camadas da população de menor poder aquisitivo são necessárias novas ações, uma vez que esses livros são ainda muito caros, custam cerca de R$ 1,8 mil.

Ela disse, também, que é preciso garantir a qualidade dos textos impressos oferecidos ao público infantojuvenil. “Isso é alguma coisa que precisa ser vigiada, do ponto de vista de se oferecer coisa boa aos adolescentes e às crianças”. A experiência da Fundação German Sanchez Ruiperez, de Salamanca, na Espanha, foi apresentada durante o encontro nacional de livreiros. A instituição aposta na alfabetização digital para crianças a partir de cinco anos de idade, onde os menores convivem com o aprendizado simultâneo no computador e no livro impresso.

O 13º Salão Nacional do Livro Infantil e Juvenil é promovido pela FNLIJ e vai até o dia 17 deste mês.

Fontes: Da Agência Brasil - Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

quinta-feira, 2 de junho de 2011

E os 30 Melhores Livros Infantis do Ano chegaram!

Aqui a gente teve festa, layout incrível na revista nas bancas e um especial no site que você vai querer mostrar pra todo o mundo. Tudo pelo amor à literatura infantil e para ajudar os pais a encontrar maravilhosos livros.

Todos os anos, quando chega o mês de março, eu já fico ansiosa: é a lista dos 30 Melhores Livros Infantis do Ano que vai começar! A jornalista Marina Vidigal é minha grande parceira e faz conosco a lista desde 2006, quando publicamos a primeira que, na verdade, era a lista dos 55 Melhores Livros Infantis de Todos os Tempos! De lá para cá muita coisa mudou e, claro, cresceu.

Em 2007, quando aconteceu a primeira lista com os 30 melhores lançamentos do ano anterior, nós publicamos uma reportagem bem bacana, chamada Para Gostar de Ler e, para ilustra-la, fizemos uma colagem bem divertida como se crianças estivessem dentro de alguns livros da lista. E não era isso que Monteiro Lobato queria? Que as crianças morassem nos livros?

Na lista de 2008, nós incluímos entrevistas e biografias sobre os autores e, nas imagens, brincamos com elas como se as ilustrações saíssem das páginas. Ficou demais! No ano seguinte, em 2009, publicamos junto as matérias Além do Bem e do Mal, para conversar com vocês sobre o exagero do politicamente correto nas produções para crianças, e também o 10 Passos Para Escolher um Bom Livro, um guia atemporal.

Ano passado, junto da lista nas bancas começamos um especial no site, em que começamos a ler trechos dos livros para que quem estiver lendo a resenha possa também ter uma informação sobre o tipo de texto. Fizemos eu e a Paula Perim, diretora de redação da CRESCER e louca por livros infantis tanto quanto eu. E passamos também a entregar um troféu aos escritores e ilustradores. Este ano, vejam só: eis a lista nas bancas e agora no site, em um especial belíssimo em que você vai ouvir os trechos (além da Paula e eu, também tivemos a ótima colaboração de Luciano de Souza) e ver os livros nas mãos das crianças e também saber a biografia de cada autor! Não perca!

Mas o que aconteceu ontem realmente foi inesquecível: fizemos a nossa primeira cerimônia do Prêmio Crescer 30 Melhores Livros Infantis do Ano. Foi uma festa maravilhosa, com a entrega dos troféus para os escritores e ilustradores da lista deste ano e com a presença de muitos de nossos jurados que colaboram com a gente para a lista ser o que ela é (a relação de todos eles está na revista e no especial no site também). Você vai saber tudo aqui em nossa reportagem!

Clique no link abaixo para ler e ouvir a reportagem:
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI237592-17759,00-OS+MELHORES+LIVROS+INFANTIS+DE.html

Cristiane Rogerio é editora de Educação e Cultura da Crescer e adora se perder entre os livros.