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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Depressão materna: como isso afeta o seu filho?

Um novo estudo feito com 438 famílias mostrou que sintomas recorrentes de depressão materna podem influenciar o comportamento das crianças na primeira infância

 Shutterstock
Após o nascimento do seu bebê, a rotina muda. Tudo parece bem, mas, de repente, você desperta uma manhã mais triste, com menos vontade de levantar da cama. Aos poucos, começa a sentir muito mais ansiedade, raiva, cansaço. Quando tudo isso começa a atrapalhar o seu dia a dia e convívio com seu filho e família, é hora de procurar um médico. Você pode estar com depressão - e esses sintomas não prejudicam só você.

Um estudo realizado pela Universidade de Adelaide, na Austrália, publicado na revista científica Pediatrics revelou que crianças cujas mães apresentam sintomas recorrentes de depressão têm mais chance de desenvolver problemas de comportamento aos 5 anos.

A pesquisa acompanhou 438 mães e seus filhos (227 meninas e 211 meninos). Os cientistas pediram às mães que preenchessem questionários durante a infância das crianças entre 2 e 5 anos. Após a análise das informações, os pesquisadores perceberam que sintomas recorrentes de depressão materna quando as crianças têm entre 2 e 3 anos se tornam um fator de risco para o desenvolvimento de problemas comportamentais aos 5. Enquanto que sintomas constantes da doença não afetam o desenvolvimento delas.

Para o psiquiatra Sérgio Klepacz, do Hospital Samaritano, em São Paulo, o estudo comprova que quando a criança se sente insegura, principalmente em relação às pessoas próximas a ela e ao meio em que vive, o seu grau de estresse aumenta e afeta o seu comportamento. “A depressão da mãe se torna um problema quando ela não é constante, ou seja, quando apresenta oscilações de humor", diz. "Se a mãe sofre com depressão com os mesmos sintomas, a criança não sofre com isso porque já sabe o que esperar”, diz. Ou seja, se a doença da mãe não for tratada corretamente e voltar após um período, há mais riscos para as crianças.
Outro dado que chamou a atenção dos pesquisadores foi a influência positiva dos cuidados de outras pessoas nesses primeiros anos de vida dessas crianças: mesmo meio período na creche (o chamado cuidado formal), por volta dos 2 anos, já teve um impacto significativo no comportamento delas anos depois. Já os cuidados ditos informais (outras pessoas que não eram profissionais) não fizeram tanta diferença nesse caso. O mais importante dessa pesquisa, portanto, é mostrar para as mães que sofrem com depressão a importância buscar ajuda especializada, dividir as tarefas e, assim, preservar a criança.

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI250516-15546,00-DEPRESSAO+MATERNA+COMO+ISSO+AFETA+O+SEU+FILHO.html

terça-feira, 28 de junho de 2011

Veja como reclamar caso o plano de saúde não cumpra as novas regras da ANS

Empresas têm até 90 dias para conseguir cumprir prazos máximos para consultas


Getty ImagesA ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) publicou que os planos de saúde têm até sete dias úteis para agendar consultas médicas em especialidades básicas, como ginecologia, obstetrícia, pediatria, clínica médica e cirurgia geral. O mesmo prazo vale para atendimento com cirurgião-dentista
Veja os prazos para outras especialidades
Essas novas regras passam a valer em 90 dias. Os usuários que não conseguirem agendar as consultas de acordo com as novas regras têm três maneiras de registrar reclamação na ANS: pessoalmente - levando a documentação sobre o caso -, por telefone ou pela internet.

A agência tem postos de atendimento físico espalhados pelo Brasil nas seguintes cidades: Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Ribeirão Preto (SP), São Paulo (SP) e Salvador (BA).

A reclamação também pode ser feita pelo telefone gratuito 0800 701 9656 ou pela internet, por meio de um formulário eletrônico.

Os três meios de contato também servem para esclarecimento de dúvidas.

Segundo a agência, os planos que não cumprirem os prazos podem ser notificados e até multados.
Fonte: http://noticias.r7.com/saude/noticias/veja-como-reclamar-caso-o-plano-de-saude-nao-cumpra-as-novas-regras-da-ans-20110620.html