quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Cresce mercado para parteiras no Brasil; USP oferece graduação

A Universidade de São Paulo (USP) oferece graduação para parteiras. Foto: Getty Images A Universidade de São Paulo (USP) oferece graduação para parteiras
teira parece coisa do passado, mas não é. No começo de 2005 a Universidade de São Paulo (USP) reabriu o curso de obstetrícia, e em 2008 formou os primeiros alunos. Essas profissionais, popularmente chamadas de parteiras, podem tanto trabalhar de forma autônoma, realizando os partos na casa das clientes, quanto auxiliando médicos na hora do nascimento dos bebês.
De acordo com a Associação Mundial da Saúde, o ideal é que haja uma parteira a cada 175 nascimentos. Para entrar no curso da USP, basta realizar o vestibular normal. De acordo com a coordenadora, Nádia Zanon Narchi, dos matriculados na faculdade, existem pessoas que migraram de outros cursos, como Psicologia, Enfermagem e Fisioterapia. Porém, cerca de 99% são jovens, sendo a maioria mulheres, que já tiveram alguma experiência anterior como doula, que realiza o acompanhamento da mulher durante a gravidez, o parto e pós-parto.
O principal motivo para a reabertura do curso foi a falta de profissionais altamente qualificado, pois existem poucas pessoas da área de enfermagem que fazem uma especialização em obstetrícia.
O curso é estruturado em 3 principais eixos. A biologia, com disciplinas como anatomia, genética e embriologia; a área de ciências humanas, sociais e da saúde, que consiste em matérias como sexualidade, relações humanas e direito humano; e o outro é chamado de assistir, cuida e gerenciar em obstetrícia, onde existem cadeiras mais específicas do curso, como assistência da mulher no pré-natal, no parto, pós-parto e na emergência.
Segundo Nádia, a principal diferença das parteiras é o tratamento mais pessoal que é fornecido às mulheres grávidas. "A obstetriz trabalha mais com a saúde, não tanto com a tecnologia. Levamos mais em conta os direitos das mulheres, com uma assistência mais humanizada. Acompanhamos desde a gestação até o pós-parto, algumas parteiras permanecem até 7 meses em contato com a família após o nascimento da criança", afirma.
Muitos problemas que surgem durante a gravidez podem ser evitados com o acompanhamento das parteiras, afirma a coordenadora. De acordo com ela, não apenas aspectos da saúde, mas também psicológicos. "Na medida em que ela estiver bem preparada e saudável, muitas doenças que acontecem podem ser prevenidas. Por exemplo, muitas vezes as mulheres entram em depressão por não saber lidar com as crianças", ressalta.
Qualificação
Ela acredita que o País precisa de mais profissionais nessa área e defende a qualificação por meio da faculdade. Um dos exemplos citados é caso ocorra alguma complicação no parto, se a parteira perceber algum problema, ela irá encaminhar a mãe ao hospital. A maioria das vezes a perda da criança se dá por pessoas não habilitadas. Mas ela destaca que a obstetriz dificilmente atua de forma autônoma, logo após sair do curso. "Normalmente as pessoas vão trabalhar em casas de parto, e também em hospitais, é preciso ter experiência", afirma a coordenadora.

Ana Cristina Duarte se formou no curso de obstetrícia na USP no final de 2008, e como possuía experiências anteriores em hospitais, já realiza partos na casa das clientes. Ela pensa que esse é o caminho natural dos profissionais dessa área. Mas acredita que é preciso ter um diferencial. "É precisa ter um acompanhamento, falta aquela pessoa que monitora do começo ao fim da gravidez", assegura.
Graças a essa atenção, é cultivado um contato que vai além do profissional. "É uma amizade quase de comadre, as pessoas me ligam por outros razões já, como a escola em que colocar o filho, e até mesmo recomendação de babás", relata.
Apesar de salientar que as mulheres ficam satisfeitas com o trabalho, acredita que elas não conhecem a profissão por falta de informação, o que é normal de acordo com a parteira. "Por enquanto ainda é bastante desconhecido, mas o tempo vai resolver isso, as profissões novas são assim mesmo".
O Presidente da Comissão de Assistência ao Abortamento, Parto e Puerpério, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, Olímpio Barbosa de Moraes Filho, defende a profissão de parteira, porém ele acredita que não é saudável trabalhar de forma autônoma, mas sim com um conjunto de médicos em hospitais. "O ideal é que o parto não seja feito apenas pelo médico, mas sim por uma equipe, incluindo a parteira", afirma.
Ele acha que o profissional da área pode atuar sozinho em lugares aonde não existem hospitais por perto, caso de algumas cidades no interior do Brasil, e destaca que esse tipo de prática pode causar riscos para a mãe e o bebê. "Sou contra o centro de parteiras e o trabalho independente, pois cerca de 15% dos partos complicam, e isso pode colocar a vida da mulher em risco. Em países europeus onde essa técnica é mais usada, existe uma ambulância no lado de fora da casa, caso ocorra algum problema", explica o médico.
Diferenças entre os obstetras
As parteiras são apenas uma das três opções de profissionais obstetras no mercado, as outras são os médicos e enfermeiras. Os médicos podem fazer especialização nessa área. Ele precisa realizar a residência médica em ginecologia e obstetrícia por cerca de 3 anos, para se formar como especialista, onde fica mais focado na patologia. O enfermeiro precisa realizar uma pós-graduação, e estará habilitado a acompanhar a grávida no período pré-natal, parto e puerpério de baixo risco, mas quando existe alguma complicação o médico precisa ser acionado. O profissional obstetriz tem uma formação no curso de bacharelado mais focada na própria profissão, e em menos áreas da enfermagem, e é mais preparado para atender exclusivamente à mulher. 

Fonte:   http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5200340-EI8266,00-Cresce+mercado+para+parteiras+no+Brasil+USP+oferece+graduacao.html

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Novo site busca conscientizar a população para a questão do bullying

A partir desta semana, ( 11/06/2011), educadores, estudantes, familiares e pessoas da comunidade de modo geral interessadas na questão do bullying têm uma nova fonte de consulta de materiais a respeito da temática. No endereço: www.todoscontraobullying.com.br é possível encontrar a íntegra dos projetos de lei relacionados ao bullying, além de artigos sobre o tema.
A iniciativa de lançar o site é da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Bullying e Outras Formas de Violências, criada esta semana pelo Governo com o intuito de conscientizar a sociedade sobre o significado do termo bullying e fiscalizar os programas e políticas governamentais direcionados ao enfrentamento do problema. Cada Estado deverá contar com um coordenador regional que será indicado pela mesa de diretores.
De acordo com o presidente da nova entidade, o deputado Roberto de Lucena, a expectativa é que a partir deste trabalho possam ser concretizadas as ações em tramitação. “Nós vamos trazer essas iniciativas para um só fórum. Vamos procurar potencializá-las e promover uma grande campanha nacional”, afirmou.

Fontes:  http://www.blogeducacao.org.br/site-lancado-esta-semana-busca-conscientizar-a-populacao-para-a-questao-do-bullying/
Com informações da Agência Câmara de Notícias

Quando os personagens da infância crescem


Enquanto os dois conhecidos casaizinhos Luluzinha e Bolinha e Mônica e Cebolinha trocam beijinhos nas versões adolescentes de suas revistas, uma leitura adulta chama os Smurfs de totalitários e antissemitas

Seguindo exemplo da Mônica e do Cebolinha (que em sua versão adolescente prefere ser chamado de Cebola), Luluzinha e Bolinha também trocaram um beijo na edição especial do 2º aniversário da revista “Lulu Teen e sua Turma”, que chegou ontem às bancas, véspera do dia dos namorados. Nesta edição, os dois personagens, que também não se davam muito bem na infância, deixam de lado as implicâncias e no jogo virtual Vida 2.0, criado por Aninha e cujo objetivo é realizar o sonho dos usuários, se beijam. Resta saber quando é que o casal vai se beijar também no mundo real.
Enquanto esses famosos personagens infantis começam a crescer através de experiências inocentes, outros estão sendo acusados de coisas sérias, como a promoção do totalitarismo e nazismo. É o caso dos Smurfs, os seres azuis de gorros brancos criados pelo ilustrador belga Peyo, que foram chamados de racistas, totalitários e antissemitas no livro Le Petit Livre Bleu, de Antoine Buéno, lançado dia 2 de junho, na França.
Não é a primeira vez que se diz algo do tipo sobre os seres azuis. Entre as teorias levantadas, está a de que os Smurfs, que vivem em casas de cogumelos, são apenas uma alucinação do bruxo Gargamel. Outra, já afirma que os Surfs faziam parte de campanha pró-comunista, sendo um dos indícios o próprio nome Smurf, que seria um sigla para “Small Men Under Red Force” (Pequenos homens sob Forças Vermelhas).
Alguns fãs podem ficar desencantados com essas versões amadurecidas de seus personagens favoritos na infância, outros podem torcer o nariz para visões adultas sobrepostas em histórias aparentemente inocentes. Mas o que se pode concluir disso tudo é que, por mais que desenhos não envelheçam sozinhos, eles também podem crescer junto com seu público.
PublishNews - 07/06/2011 - Gabriela do Nascimento

Finalista do Prêmio Bom Exemplo Jorge de Morais ensina fotografia a crianças em BH


Ele ensina os detalhes da profissão a um grupo de crianças moradores do Morro do Papagaio.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Mínima Felicidade - Leila Ferreira

A felicidade é mesmo um estado mágico e duradouro ?
A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida. Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.
Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.
'Eu contabilizo tudo de bom que me aparece', diz Fabiana, também adepta da felicidade homeopática. 'Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo.
Elis conta que cresceu esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural: 'Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos Agora, viajando com frequência por causa de seu trabalho, ela descobriu que dá pra ser feliz no singular: 'Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura felicidade. Olho a paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível'.
Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado , ele perguntou com quem ela estava conversando: 'Comigo mesma', respondeu. 'Adoro conversar com pessoas inteligentes' Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.
Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha 'dieta de felicidade' o uso moderadíssimo da palavra 'quando'. Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega Sena', 'quando eu me casar', 'quando tiver filhos', 'quando meus filhos crescerem', 'quando eu tiver um emprego fabuloso' ou 'quando encontrar um homem que me mereça', tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje. Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria Beckham?
Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades. Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. Que digam. Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera."
Leila Ferreira é jornalista, apresentadora de TV e autora do livro 'Mulheres - Por que Será que Elas...', da Editora Globo

domingo, 21 de agosto de 2011

Voz de mãe

Ilustração Beatriz Giosa
Na minha primeira coluna, mês passado, falei sobre o processo de silenciamento de algumas vozes, que preferiam usar redes sociais e mensagens instantâneas para se comunicar com pessoas próximas e distantes.
Como estamos no mês das mães, nada melhor do que falar sobre uma das vozes mais marcantes e importantes de nossas vidas. Aquela que nos acalentou e que, nos momentos mais difíceis, sempre tinha uma palavra para nos acalmar, ou que, quando falava nosso nome completo, já sabíamos que vinha uma bronca. A voz que gritava de manhã: “O leite...”, e que dizia: “Boa noite, meus amores”, ou “não se preocupe, vai dar tudo certo, mamãe está aqui”.
O bebê necessita da voz da mãe tanto quanto necessita do seu leite. Será a voz materna que inserirá o novo ser no seio da comunidade humana, como diz o pesquisador francês Jean Biarnès: “É, então, no meio do ruído das vozes que o cercam, que tudo começa para o filhote de homem. Do primeiro grito ao primeiro ‘Eu’, é entre diferentes vozes que a criança vai poder afirmar sua presença como sujeito”.
Como presente para o dia das mães, quero compartilhar com vocês uma narrativa sobre a voz materna:
No século 14, na região da Andaluzia, Espanha, existia um homem muito rico, mas analfabeto. Sua vida fora muito sofrida. Havia escapado de perseguições por toda Europa, até chegar à Espanha, onde prosperou financeiramente.
Como queria que o único filho não repetisse sua condição de homem não estudado, enviou-o para as melhores escolas europeias.
Durante um ano inteiro, o pai não recebeu sequer uma carta do filho, até que um dia, tal missiva adentrou a casa do homem rico. O pai, não sabendo ler, chamou um empregado e perguntou:
– O senhor sabe ler?
– Sim, meu patrão – respondeu secamente o empregado.
– Então leia essa carta imediatamente para mim – disse o pai, empurrando o envelope para o empregado.
O empregado, que não gostava nem do homem, nem do filho e nem de ninguém, abriu o envelope e leu a carta o mais rispidamente possível:
– Pai! Preciso muito de dinheiro! Minhas roupas estão velhas e meus livros, rasgados!
– Que empáfia! Que arrogância! Esse moleque pensa que sou um banco! Ingrato! – esbravejava o pai.
Assim que o empregado saiu, a esposa do homem rico se aproximou e, vendo seu marido bufando, perguntou:
– O que foi?
– Seu querido filho mandou uma carta. Olhe só o que ele escreveu! – disse o marido, entregando o envelope à mulher, que sabia ler.
Ao ouvir a palavra “filho”, o coração da mulher começou a bater mais forte, a saudade era tão grande que ela até cheirava o papel. E com uma voz enternecida, leu a carta em voz alta:
– Pai. Preciso muito de dinheiro. Minhas roupas estão velhas e meus livros, rasgados.
– Ah, agora, sim, é meu filho – disse o marido. – Realmente não o havia reconhecido antes. Amanhã mesmo enviarei um emissário com o dinheiro.
Feliz Dia das Mães!

Ilan Brenman é doutor em educação e um dos principais escritores de literatura infantil do Brasil, é pai de Lis, 7 anos, e Íris, 4. Fale com autor: crescer@ilan.com.br

Fonte:  http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI228643-18480,00-VOZ+DE+MAE.html

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

8 raças de cachorro super estranhos

Quantas vezes já aconteceu de você estar passeando e encontrar um cão realmente bizarro ou assustador na rua? Sim, cachorros estranhos estão por todos os cantos. Conheça mais sobre oito raças caninas que se superam no quesito peculiaridades:
1 – Puli

A raça puli é conhecida por seu look alternativo que a assemelha a um esfregão. Além de lhe render comparações divertidas, a aparência peculiar também lhe é útil: ela protege a pele dos cachorros da água e da descamação.
Não se sabe ao certo de onde os pulis vêm, mas há indícios de que os antigos romanos eram proprietários de cães semelhantes e há alguma evidência de que a raça possui mais de 6 mil anos de idade. O que se sabe é que eles poderiam ser encontrados na Ásia mais de 2 mil anos atrás e fizeram sua aparição na Hungria (país considerado o berço da raça) há mil anos.
Os húngaros rapidamente adotaram os animais como cuidadores de ovelhas – junto com uma raça similar, porém maior, conhecida como o komondor. As duas raças de cães tomavam conta dos rebanhos dia e noite, com o puli servindo como vigia e os komondor contribuindo com os músculos quando necessário, para impedir a ação de predadores.
Embora os pelos compridos e especiais da raça cresçam naturalmente, os proprietários ainda precisam ativamente cuidar da aparência do cão, mantendo-o limpo. Os pelos podem crescer o suficiente para atingir o chão ou podem ser cortados curtos. Os cães são muito ativos e inteligentes e exigem muita atenção e exercício.
2 – Xoloitzcuintli

Mais conhecido como pelado mexicano, o xoloitzcuintli é tão antigo que a raça já era adorada pelos astecas. Segundo a mitologia, o deus Xolotl fez os cães a partir de uma lasca do Osso da Vida, a mesma obra-prima para a criação de toda a humanidade. Xolotl presenteou os homens com o cão, pedindo-lhes para cuidá-lo com sua vida. Em troca, o cão guia o homem até o mundo da morte.
Os pelados mexicanos são cães dóceis e leais uma vez que atingem a idade adulta, mas até se tornarem emocionalmente maduros – o que acontece próximo aos dois anos de idade – eles ainda são muito barulhentos e cheios de energia. Precisam de loção e muitos banhos para prevenir queimaduras solares, acne e pele seca.
3 – Cão Pelado Peruano

Não, a similaridade no nome com a raça anterior não é mera coincidência – em muitos aspectos, eles são como os Pelados Mexicanos. Estes cães também eram adorados por outra civilização antiga, desta vez os incas, mas a raça é realmente muito mais antiga que a cultura inca.
A raça aparece em imagens em obras de arte peruanas desde 750 d.C. O folclore peruano, muito baseado em histórias incas, assegura que abraçar um desses cães pode curar problemas de saúde, em particular dores de estômago.
Infelizmente, os animais quase entraram em extinção durante a conquista espanhola no Peru. A raça se manteve viva graças a pequenas aldeias em áreas rurais, onde os cães podem ainda ser encontrados em bom número. Mais recentemente, criadores peruanos trabalham para proteger o que resta dos cães pelados do Peru, garantindo uma significativa diversidade de linhagem.
Estes cachorros podem ser um pouco teimosos e exigem treinamento adequado desde pequenos. Também precisam de loção e muitos banhos para prevenir queimaduras solares, acne e pele seca. Além disso, os cães sofrem em lugares de clima quente.
4 – Norsk Lundehund

À primeira vista, você consegue encontrar algo de extraorndinário nesses cães? Preste atenção, o Lundehund tem algumas características surpreendentes que o tornam fisicamente diferente de qualquer outra raça.
Uma dessas características peculiares é o fato de que eles têm seis dedos em cada pata. Pode contar. Eles também possuem uma única articulação ligando o ombro ao pescoço, o que lhes permite esticar as pernas em linha reta em ambos os sentidos. Além disso, sua testa alcança até as suas costas. Eles também podem fechar seus canais auditivos à vontade para evitar a entrada de sujeira ou água.
Tudo isso faz com que o Lundehund seja um caçador incrível de aves, um nadador ágil e um grande alpinista em penhascos íngremes e fendas. Os cães foram originalmente treinados para caçar papagaios no longínquo século 17, mas depois que a prática caiu em desuso, a raça quase foi extinta. Em 1963, havia apenas seis vivos. No entanto, graças ao cuidado e esforço de uma dedicada equipe de poucos criadores, já existem pelo menos 1.500 deles vivos hoje em dia.
Infelizmente, a raça possui um sério problema genético: uma doença conhecida como gastroenteropatia dos Lundehund, que pode impedir os cães de extrair nutrientes e proteínas de seu alimento.
5 – Cão de Crista Chinês

Esses pobres cachorrinhos são frequentemente desprezados pelos humanos por não serem muito atraentes para os olhos. Na realidade, esses cães nem sempre nascem sem pelo: existem duas variedades, uma possui pelos, e a outra não. Ambos podem ter nascido na mesma ninhada.
Curiosamente, a variedade sem pelo pode até mesmo possuir uma camada de pelos caso o gene que causa a ausência da cobertura de pelos não se expresse tão fortemente. Quando isso ocorre, pode ser realmente difícil diferenciar as duas variedades a distância. Outra diferença estranha é que nos cães sem pelo muitas vezes falta um conjunto completo de dentes pré-molares.
É interessante notar que os cães de crista chineses não vieram da China. Ninguém sabe ao certo a origem deles, muitos suspeitam que a raça tenha se originado na África. Ha também algumas evidências que esses cachorros compartilham algumas características da raça dos pelados mexicanos.
6 – Cão da Carolina

Também chamados de dingos americanos (caso “cão da Carolina” soe engraçado para você), este cão não parece muito fora do comum. Entretanto, o que o torna único não está na sua aparência física, mas sim em seu DNA.
O cão da Carolina pode ser a mais antiga espécie canina da América do Norte, tendo aparecido em pinturas rupestres no início da povoação de nativos americanos. Eles também compartilham o DNA com dingos da Austrália e com cães cantores da Nova Guiné (é cada nome…).
São animais relativamente primitivos, sujeitos a problemas de hierarquia social (eles não são recomendados a proprietários de primeira viagem).
7 – Catahoula Cur

O nome não é a único coisa divertida sobre esses cachorros. Eles também são excelentes caçadores e são até capazes de escalar árvores durante uma perseguição.
Acredita-se que a raça é uma das mais antigas sobreviventes em toda a América do Norte. Eles já eram apreciados pelos nativos americanos por suas incríveis habilidades de caça há muito tempo. O nome da raça vem da Paróquia Catahoula de Louisiana, onde a raça é originária.
Como cães “trabalhadores”, eles são conhecidos por ter muita energia. Se devidamente treinados, esses cães leais podem ser facilmente orientados para pastoreio, trabalho policial ou mesmo apenas para fazer truques e entreter a sua família.
8 – Mastim Napolitano

Se você é um fã dos filmes de Harry Potter, você está pensando no animal de estimação de Hagrid, Fang. Embora eles não sejam tão incrivelmente grandes quanto possa parecer nos filmes, os números impressionam: 75 centímetros até os ombros quando de quatro e até 150 quilos de peso.
No decorrer da história, acredita-se que a raça lutou ao lado do exército romano, tendo sido usada para atacar as barrigas dos cavalos inimigos e feri-los.
Após a Segunda Guerra Mundial, a raça quase entrou em extinção, mas graças aos esforços de um pintor italiano de criar um canil para proteger a raça, os mastins napolitanos foram salvos. O pintor cruzou o pouco dos mastins napolitanos restantes com seus parentes ingleses para ajudar a diversificar a linhagem genética. Deu certo.
Os cães são grandes animais de estimação, mas são extremamente protetores com suas famílias. Por isso, eles precisam de socialização desde pequenos, para garantir que não se tornem muito agressivos contra estranhos. Eles raramente latem, a não ser que sejam provocados e, como resultado, são famosos por sua atacarem intrusos sem serem percebidos.[Oddee]
Fonte:  http://hypescience.com/8-racas-de-cachorro-super-estranhos/
Autor:
Bruno Calzavara é estudante do 4o ano de Jornalismo na Universidade Federal do Parana, mas não vai se formar neste ano. Está fazendo intercâmbio na Universidade de Pisa, na Itália. Volta em agosto. Já trabalhou em vários campos jornalísticos e agora lida com o mundo fascinante dos textos científicos de HypeScience. É dono de um blog de viagem.